Dentro de mim, o magma que aguarda
muda, constante, as chamas desta farda.
Nos olhos, mostra-se o lume esperado
e o som retumba os ares do meu brado.
O sangue ferve diante do fulgor da lava
e me derrete a paciência que pairava
para a corrente incontinente do torpor
a despejar, em fogo afora, o interior.
Capaz de reformar as redondezas
e apagar para criar novas belezas,
devasta as velhas vias do passado.
Cinzas anunciam em sutilezas,
cingidas pelas muitas miudezas,
um SER refeito por realizado.