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INQUIETO
"Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Conversa, de repente, entre ele e o mesmo
Ontem, queria escrever poesia para te dizer - Tudo que queria é te mostrar um dia, que disso tudo que eu tinha, perdi, esqueci e larguei por ai. Sofri de um jeito novo, perdido entre aquele povo, parado, sofrido, mascado, mas rindo, que quase que me comovo. Corri pra frente, arrastei os dentes, cortando rente – Que coisa é essa? Tu não se incomoda com a moda que roda feito corrente?- Silêncio, respondeu a mente – Com que autoridade tu invade, nesse alarde, sem pedir licença? De calça arriada, covarde, sussurrei, murmurei e só não me mijei pra não ficar na descrença. – Você só tem esse muro de despeito, na verdade é mais um desses moleques satisfeitos, cheios de trejeito e com palavreado rarefeito. Já me virei de lado, entendi o recado, puxei o cobertor abandonado, no meu pé, que já estava frio de tão gelado. Vai ver esse aviso veio de lá do cerebelo. - Não é conversa, é aconselho. Vê se raciocina! Não me venha com utopia de disciplina, aqui na sua caixa, que manda sou eu e não tem idéia que contamina
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
Imprieefção
Impsetiea minha mente
Mainlpua meus pensamentos
Peurrfa minha ideologia
Esrteemce meus contentamentos
Raetia minha disposição
Faati minhas atitudes
Etxerimna, por toda razão,
innstates de magnitude
CaÇoa-me pelas costas
Órfà de extrema importância,
Ordena-me por vias tortas
quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Me prenda em sua liberdade

Você adora meus defeitos
e odeia minhas qualidades
rejeita-me se eu lhe aceito
me aconchega em suas grades
.......
Aprisione-me em sua liberdade
pois, suas asas são a minha cela.
Só sossego em sua saciedade.
Insatisfeita, me fecha a janela.
...........
Seus tornozelos tornam-se âncora,
as suas coxas, a minha fraqueza.
Os seus cheiros são minha cânfora.
........
Deixa-me pobre, a sua riqueza,
e a minha feiura lhe parece bela,
por ser feliz a minha tristeza!
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
Jornalirismo
Por favor, me digam onde é o buraco
Que eu pulo e acabo com isso, emplaco
Apuro esquema, qualquer problema ataco
Piso na lama de sapato branco, cato cavaco
Por favor, vou para a jaula dos leões, desatraco
Aguento tonelada, toco, chato e cheiro de sovaco
Ligo para Deus, Rá. Deixo recado até para rei polaco
Vou para a área, volto. Visado, me transformo em velhaco
Mas quando chega a hora do fechamento derradeiro
E vem o desespero, troco tudo, chamo o frei de cachaceiro
Idéias se escondem nas gavetas, inspiração cai do desfiladeiro
Preencho os espaços brancos entre mil cores de uma propaganda
E a notícia legendada fica ali, ao lado de um duplex com varanda
No bar em frente, xingo a verdade pra mostrar quem é que manda
Que eu pulo e acabo com isso, emplaco
Apuro esquema, qualquer problema ataco
Piso na lama de sapato branco, cato cavaco
Por favor, vou para a jaula dos leões, desatraco
Aguento tonelada, toco, chato e cheiro de sovaco
Ligo para Deus, Rá. Deixo recado até para rei polaco
Vou para a área, volto. Visado, me transformo em velhaco
Mas quando chega a hora do fechamento derradeiro
E vem o desespero, troco tudo, chamo o frei de cachaceiro
Idéias se escondem nas gavetas, inspiração cai do desfiladeiro
Preencho os espaços brancos entre mil cores de uma propaganda
E a notícia legendada fica ali, ao lado de um duplex com varanda
No bar em frente, xingo a verdade pra mostrar quem é que manda
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
Bate e Pronto
*poesia de Moreno Bastos
Não me venha com frases de efeito
Para redondilhas já tenho o anti-corpo
Se preferir, me sirva um trago de sopro
Para te esquecer de pouco em pouco
Não me venha com seu olhar perfumado
Contra a paixão, comprei meu escudo
Se desejar, me esconda o conteúdo
Para não saber a droga com que me iludo
Aceite o prato de coisas gastas que lhe dei
Aquilo tudo imundo, mudo e fora da lei
Da sua boca manchada disso que não sei
Te quero além, mas sem sair de perto
Ouvindo o som de tua pele, desconcerto
No meio desse verso torto e entreaberto
Não me venha com frases de efeito
Para redondilhas já tenho o anti-corpo
Se preferir, me sirva um trago de sopro
Para te esquecer de pouco em pouco
Não me venha com seu olhar perfumado
Contra a paixão, comprei meu escudo
Se desejar, me esconda o conteúdo
Para não saber a droga com que me iludo
Aceite o prato de coisas gastas que lhe dei
Aquilo tudo imundo, mudo e fora da lei
Da sua boca manchada disso que não sei
Te quero além, mas sem sair de perto
Ouvindo o som de tua pele, desconcerto
No meio desse verso torto e entreaberto
quarta-feira, 6 de setembro de 2006
A partir de agora
Agora, vou viver a sua luta
serei, da sua guerra, o soldado.
Sou dado às coisas do cuidado
que se deve ter a uma fêmea astuta.
..........
Em todos os combates de trincheiras,
sob os ataques de uma frota aérea,
usarei a arma que for mais venérea
para te livrar de quaisquer rasteiras.
..........
Serei sua linha de frente,
franco atirador de peito aberto,
quando o bloqueio estiver rente.
........
Serei assim se estiver perto
e do jeito mais atraente,
te darei uns montes de afeto .
serei, da sua guerra, o soldado.
Sou dado às coisas do cuidado
que se deve ter a uma fêmea astuta.
..........
Em todos os combates de trincheiras,
sob os ataques de uma frota aérea,
usarei a arma que for mais venérea
para te livrar de quaisquer rasteiras.
..........
Serei sua linha de frente,
franco atirador de peito aberto,
quando o bloqueio estiver rente.
........
Serei assim se estiver perto
e do jeito mais atraente,
te darei uns montes de afeto .
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
Justa Jibóia
Se enrole em mim como uma jibóia
quebre meus ossos e minhas convicções
faça de mim a sua melhor bóia
e me derreta com suas fricções
.........
me traga os livros que te fazem rir
e não esqueça dos que fazem chorar
pois, serão eles o meu elixir
para entender que te faz pensar
..........
Me deixe, assim, preso a ti
me torne um cão sem poder latir
e os meus uivos há de escutar
..........
As minhas dores tornarão as tuas
e, em todas a pele que deixar nas ruas,
terá um pouco do meu doce amar.
quebre meus ossos e minhas convicções
faça de mim a sua melhor bóia
e me derreta com suas fricções
.........
me traga os livros que te fazem rir
e não esqueça dos que fazem chorar
pois, serão eles o meu elixir
para entender que te faz pensar
..........
Me deixe, assim, preso a ti
me torne um cão sem poder latir
e os meus uivos há de escutar
..........
As minhas dores tornarão as tuas
e, em todas a pele que deixar nas ruas,
terá um pouco do meu doce amar.
terça-feira, 22 de agosto de 2006
Espero o tempo acabado
Só espero que esse tempo passe
e enrugue toda a minha face
espero que os minutos se matem
e que os cucos infinitos cantem
Espero que o tempo trace
os destroços por quê passe
sem deixar seu sêmen
sem chorar seu orar. Amém.
Espero, que quando o tempo pare,
que tudo não seja páreo
para o nada que sobrará
espero que minha vida seja levada
e quando estiver acabada
se finde sem, não mais, parar.
domingo, 20 de agosto de 2006
Doce Uva
Quero me entreter em suas curvas.
Deixam minha mente em nuvens turvas
Fará minha solidão pobre viúva
E me recheará com doces uvas
...........
Faça do abandono, o passado.
E terei prazer de novo ao seu lado
Mesmo com as tolices do meu fado,
Estarei em teus seios mergulhado
............
Passe por minha casa após a chuva,
Coloque-me inteiro em sua luva
Só, assim, me tornarei impávido.
............
Aconchegue-me perto de sua vulva
Com minha face a derramar a lava,
Que irrompe do meu peito afogado.
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
Antropofagia da democracia
Ontem comi um anteprojeto de lei
Saboroso e indigesto como a democracia
Farei um lobby estomacal pela autarquia
Para limpar minha boca nas barbas do rei
...............
Aguardo, sorrateiro, o desjejum da burocracia
Para falar livremente com demagogia
Só me calo com o guardanapo executivo
E os processos lavatórios do legislativo
......
Uma máquina de lavar processos relativos
Limpa o fim de semana de recessos retroativos
Na Piscina, os trampolins de falcatruas eleitorais.
"Esqueçam os dias de cão, só lembrem dos carnavais!"
.........
Ao digerir informações sem freios
Perco o controle dos fins e dos meios
Em um penico de ética desigual
Defeco um projeto inconstitucional
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
EMpazINADO
As vias sanguíneas estão congestionadas,
há interrupções arteriais engorduradas.
Os ossos descalcificados não suportam
o peso estonteante que os entortam.
Os ossos descalcificados não suportam
o peso estonteante que os entortam.
e os dedos das suas mãos, devotos
às suas preces vãs. Desesperados
pedem aos seus atores mais cuidados.
Há músculos lisos estirados,
que de esforçados se romperam.
As articulações dobram erradas,
tornam suas pernas esgarçadas.
Nas coxas, se suporta esse peso
de um tronco farto por obeso.
No centro cerebral estupefato,
rompem-se adutoras num infarto!
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