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INQUIETO

"Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Amor selvagem

Nossa festa rompeu a noite.
Querer seu findar era açoite
ao extremo prazer descabido
que fez, das águas do rio, libido.

Não temos mais de contar os dias.
Não teve tempo em que não ardias
em meu corpo, por todas as partes,
o teu corpo prestes a um enfarte.

Na selva, não houve acasalamento,
nenhum, que explodisse em rebento
tal como o nosso fulgor o fez.

Amamos! À queda da cachoeira!
Às águas fluidas, à corredeira,
fluíram os pudores da tez.


Irregular

Que belezinha a boa vontade
de quem arde sem saber metade
do que deveria pra regularizar
as famílias vivas de plantar

Eles não sabem qual é o alarde
feito pelos culhões de verdade
que têm suas razões pra lutar,
mesmo sem a sensação de lar

Suas reuniões são falhas menções
de inusitadas que são intenções
para poder de vez se encalhar

Em suas vagas fixas eternas
só trazem o alento das terras
que aos clientes pode interessar

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Corrupção Provisória

Inventaram um imposto escandaloso
com um nome feio de lustroso
que tem a eternidade provisória
e cobra do povão a sua escória

Nos seus atributos de bondoso
o líder dos tributos é charmoso
pois, consegue todo dia a vitória
de apagar as lembranças da memória

As siglas ditas em tom pomposo
até parecem lhes trazer a glória
aos fiéis pagadores do povo

Não têm na sua mesa nem chicória
Mas, com qualquer tratamento amoroso
Esquecem os espólios da história

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Senhor rudimentar

Incrédulo Senhor Rudimentar aprenda
a usar as ferramentas de trabalho
do jeito que está você remenda
os trapos jornalísticos em escangalho

A tecnologia será sua nova prenda
para se livrar de ser um espantalho
Asno, você erra, mas se arrependa
de seu infindável enrolar falho

Isso não é uma confecção de renda
e não me peça respeito, caralho!
se nos olhos só tem uma venda

Você não passa de um velho paspalho
àquilo que lhe garante a merenda
e que chama toscamente trabalho

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Desacordo

O que quer da vida rapaz?
o que faz que o satisfaz?
Vê se toma jeito logo
e abaixa a chama desse fogo

Não me deixe em paz
que isso não se faz
acabe a saudade ou me afogo
é isso o que lhe rogo

O ranço diário é o seu capataz
e nisso, contigo, concordo
o que foi nunca será mais

Não haja mais desse modo
nesse enrosco que o leva pra trás
se não, desse sonho, eu acordo

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Meu mal

Ainda sinto estremecer a pele
quando em sua presença virtual
mesmo longe, sem que me rele
me toca fundo sua força vital
...................................................
O nosso encontro é drama de novela
e você não sente esse sal
Na minha língua, o seu gosto apela
Pra um velha sensação total
....................................................
Saber de sua existência gela
o meu peito de um jeito anormal
e não há como trazer calor da vela
...........................................................
que apagamos e jogamos no quintal
da nossa história que ofuscou a tela
Pintada por você meu bem, meu mal.

domingo, 1 de abril de 2007

PirilimpimPLIN

Posso te dizer PirilimpimPlin,
fostes um grande irmão pra mim
Eu queria te ter sempre do lado,
mas vais pra longe ser iluminado.

Tu amenizastes a dor da distância
das pessoas que amo de infância
e me deu ânimo para que agüente
árduas situações deste clima quente

Vás logo, mas volte pra contar
o que aprendeu em tua missão
Volte para ser nosso avatar.

Tenhas contigo minha gratdão
e minha mente vai te acompanhar
em qualquer ponto da imensidão

sexta-feira, 30 de março de 2007

Por trás destes olhos

O que passa atrás de teus olhos
que não sejam seus imbróglios?
Há algo inusitado em teu jeito
já tem dias sem levantar do leito.

As força usadas para se mexer na cama
esgotaram com as tentativas de quem ama
pra tentar solucionar um infidável drama
de quem vive na morte por que clama

Talvez, se não tivesse tanta altivez,
não perceberia a miséria que o assola
Seus pensamentos arrastam de uma vez
a alegria concedia a ele como esmola

Todos os dias há ofertas de créditos,
mas, não lhe emprestam a coragem
necessária pra lhe sustentar os débitos
que lhe meteram nessa fuleragem

quarta-feira, 21 de março de 2007

Contígua

Eu queria ter tido aquela noite
contigo,
mas nós vacilamos ao sairmos
do bar
Eu sei que faria um desgosto
a um amigo,
mas nos daria um prazer
descabido
se nos fizesse
gozar
sem parar
As pornografias que trocamos
no ouvido
nos realizariam num só farto
estalar
Eu tô na vontade de correr
perigo
E te fazer delirar,
devagar.

quinta-feira, 1 de março de 2007

NICOTINA

Um disparate parte meu senso
Povoa, como o ar, em consenso
Transita pela massa a toda hora
e é a insistência que vigora

Tamanha necessidade isso nos causa
E só pensamos em dar uma pausa
Os artifícios usados para te lembrar
são os malefícios fartos de tragar

Traga tua tenacidade a tona
E finja não vereres o algoz
Pois, quanto o vê, te retorna

A sua vontade o mói como noz
e torna-se sua grande matrona
pra calar a ferocidade de tua voz

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

O jogo ágil que lhe faz pensa

O trabalho na redação causa estranha reação nessas pessoas que convivem todo dia. O contato constante da rotina grava forte na retina as impressões do cotidiano.

Imagino como deve ser por anos em profusa relação. Se a curiosidade se propaga, torna-se amarga em alguma situação. As amizades amenizam o clima de confusão. E as ajudas que recebo em tempo trazem o alento de querer ficar. Para escrever o que for que eu ver. E, assim, daremos um jeito de dizer direito o que a um sujeito pode interessar. É o seu direito de escutar.

Há quem não consiga se adaptar, pois, há uma certa tensão no ar. Mas parece bom ter de agir no tom para estabilzar. E a união é que torna então tudo em bem-estar.

Ser repórter é não ter um norte em que acreditar. É preciso pensar, a cada dia, em um fato novo ao seu paladar. Eu não diria que faria, um dia, algo pra mudar. Por isso, temos que um tema tosco possa me barrar.

Todas as relações constantes são de incomodar. E mesmo assim, achamos os ditames pra conciliar. Esse trabalho é um jogo ágil de fazer pensar. Torne o desejo sua forma de mudar.

E o desejo é só um pretexto para ter o texto no lugar.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Tudo pode SER

Tudo que quiser fazer,
tudo que um homem faz,
você pode repetir em paz.
Tudo pode Ser!

Tudo pode permanecer,
até que entre em cartaz.
se disso você for capaz,
tudo pode acontecer.

Porque não tenta repetir,
o que os teu braços temem fazer?
Se treinar vai dissuadir,
tudo pode Ser!